42% da matriz energética brasileira é renovável E quando o assunto é apenas energia elétrica, o uso de fontes renováveis chega a 84%

Segundo o Ministério de Minas e Energias (MME), a energia renovável corresponderá a 42,5% da matriz elétrica brasileira até o fim deste ano. Nota-se um crescimento da participação de energias renováveis alternativas à geração hidrelétrica, como a eólica, a solar e a biomassa.

Nos últimos dez anos, a geração eólica, solar e biomassa cresceu 30%, passando de 2,8% de toda a oferta de energia interna em 2004 para 4,1% em 2014. Segundo Altino Ventura, secretário do Planejamento Energético do MME, este cenário se alinha a uma política do MME para diversificar a matriz energética brasileira, que considera ser uma forma mais eficiente de usar os recursos naturais do planeta.

“Essa composição de diferentes fontes faz com que o País tenha uma matriz mais limpa, porque ela tem uma participação pequena de emissões do chamados gases de efeito estufa, que contribuem para as mudanças climáticas no planeta”, disse.

No campo da geração de energia elétrica, a participação das energias renováveis e bem maior: espera-se que até o fim de 2015 mais de 84% da eletricidade gerada no Brasil provenha de fontes renováveis. A hidrelétricas ainda produzem mais da metade dessa eletricidade.

Essa diversificação é importante para o futuro do Brasil: segundo o secretário, o Brasil esgotará o potencial da geração hidrelétrica nos próximos 30 anos. Disso vem-se a necessidade de suprir o consumo de eletricidade de acordo com o cenário global de energia limpa.

Energia dos ventos

Este ano o Brasil se tornou o 10º maior gerador de energia eólica no mundo, superando países europeus como Portugal e Suécia, segundo o Ranking Mundial de Energia e Socioeconomia e é no Nordeste onde se gera mais energia eólica no País. O MME ainda afirma que até o final de 2015 o setor de energia eólica crescerá 62% em relação ao ano passado, representando 8,3% da oferta de energia elétrica no país.

Parque eólico de Osório-RS
Parque eólico de Osório-RS

O Brasil ainda tem uma vantagem no quesito de geração eólica: “Nós temos vento de janeiro a dezembro. Isso faz com que a nossa usina eólica se torne mais competitiva, porque o custo da energia é menor. A mesma instalação no Brasil produz mais energia do que os países europeus, por exemplo”, disse o secretário.

Outras fontes

Em agosto deste ano, o País fez o primeiro Leilão de Energia de Reserva com projetos solares fotovoltaicos, contratando 1.043,7 MWp (megawatts-pico) de potência de 30 projetos diferentes e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que até 2050, 13% do abastecimento de eletricidade das residências brasileiras venha da energia solar.

A biomassa também tem um papel importante, e o Brasil é pioneiro no uso da cana-de-açúcar para geração de energia. Os derivados da cana (etanol e queima de bagaço) são a segunda maior fonte energética brasileira, perdendo apenas para o petróleo.

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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