Células solares impressas, luzes e telas flexíveis Confira três ramos das inovações a partir de eletrônicos orgânicos

Depois de conhecer as características dos eletrônicos orgânicos que estão sendo desenvolvidos na Universidade de Tóquio, veja três maneiras de utilizar essa tecnologia!

Luzes Flexíveis

Os Diodos Emissores de Luz (OLEDs – “organic light-emitting diode”) têm sido um sucesso na história da eletrônica orgânica, e já é possivel usá-los como parte de telas TVs de gama alta e smartphones. OLEDs são como um sanduíche de um ou mais semicondutores orgânicos entre camadas que permitem que permitem diferentes cargas eléctricas para o semicondutor. Como as taxas se encontram no meio do sanduíche, eles se combinam para dar a luz.
Ao contrário de diodos emissores de luz inorgânicos, uma luz OLED pode ser feita em folhas grandes de plástico. O que significa que podemos usar os OLEDs como superfícies de emissão de luz flexíveis para criar novas formas de salas de iluminação, que não são dependentes de fontes pontuais, como lâmpadas. Veja mais sobre as luzes flexíveis de OLEDs aqui.

Foto: Reprodução: LG
Foto: Reprodução: LG

Telas flexíveis

As OLEDs também podem ser aplicadas em displays. Muito utilizados em TVs por não precisarem de luz de fundo (já que geram luz sozinhos). A novidade em questão são as telas flexíveis. Já se espera que nos próximos anos possamos comprar uma tv dobrável, por exemplo.

Mas há desafios: as telas flexíveis dependem de interruptores eletrônicos (transistores), que e os orgânicos transistores de efeito de campo (OFETs) também são feitos de semicondutores orgânicos. Atrás de cada pixel OLED no visor, há um OFET pronto para ligar e desligar conforme necessário. OFETs precisam de três ligações elétricas: porta, fonte e dreno. A tensão aplicada à porta do semicondutor torna mais ou menos condutora. Isto permite ou impede que a corrente elétrica flua entre a fonte e dreno.

Foto: Meharris/ Wikipedia
Foto: Meharris/ Wikipedia

Células Solares Impressas

Assim como a eletrônica orgânica pode ser utilizada para gerar luz, ela também pode converter a luz em energia elétrica quando utilizada em painéis solares. Fotovoltaicos orgânicos (OPVs) têm uma estrutura muito semelhante à OLEDs e podem fazer o mesmo trabalho que os painéis solares à base de silício já utilizados em todo o mundo. A principal diferença é que eles podem ser feitos rapidamente em folhas de plástico fino usando processos de impressão.

Além de reduzir os custos de produção, isso significa que podem ser colocados em praticamente qualquer superfície ou objeto de uma fonte de ready-made de poder.

Embora células fotovoltaicas orgânicas não sejam tão eficientes na geração de eletricidade como os painéis solares convencionais, seu desempenho tem aumentado ao longo da última década. Mas as pesquisas continuam e há uma série de empresas com a venda de painéis já em desenvolvimento.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Matéria adaptada do World Economic Forum.

Mariana Caires

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