Cientistas inventam dispositivo que se conecta ao cérebro Dispositivo é capaz de se integrar completamente ao cérebro, permitindo que computadores possam monitorar a atividade cerebral

Pesquisadores da Centro Nacional de Nanociência e Tecnologia de Pequim (China) e da Universidade de Harvard (Estados Unidos) desenvolveram um uma pequena rede eletrônica de sensores que pode ser injetada diretamente no tecido cerebral, integrando-se completamente aos neurônios, possibilitando o monitoramento da atividade cerebral por computadores, estimular tecidos ou até mesmo estimular a regeneração de neurônios.

Para ser injetado no cérebro, este circuito eletrônico flexível é colocado dentro de uma seringa de 0,1 mm de diâmetro com uma solução de água. Os primeiros testes foram feitos em ratos e os pesquisadores observaram que as células cerebrais dos ratos cresceram ao redor do dispositivo, formando conexões com o circuito. O cérebro do rato aceitou completamente o dispositivo, integrando-se a ele. Nenhum dano ao cérebro dos ratos foi detectado.

Atualmente, a atividade cerebral destes ratos ainda é monitorado com fios conectados ao animal, mas no futuro este monitoramento poderá ser feito sem fio. A pesquisa chamada Syringe-injectable electronics foi publicada na revista Nature Nanotechnology.

Em humanos, esta tecnologia pode ser aplicada no tratamento de doenças que ainda não possuem uma terapia muito eficiente, como paralisia ou desordens neurodegenerativas. Segundo o nanotecnólogo da Universidade da Harvard e coautor do estudo, Charles Lieber “Estamos tentando diminuir a distinção entre circuitos eletrônicos e circuitos neurais”.

A ficção já explorou muito este tema, interface de comunicação cérebro-máquina. Um dos livros de ficção científica mais expoentes que abordam este tema foram escritos pelo escocês Iain M. Banks. Nos livros, uma sociedade chamada simplesmente de The Culture (A Cultura), uma sociedade anárquica, socialista e utópica, onde humanos instalam “laços neurais” que se integram ao cérebro, podendo fazer um backup de sua personalidade e pesquisar suas memórias, além de terem controle sobre as regiões do cérebro que dão prazer. O jogo Halo também menciona este tipo de tecnologia: os soldados possuem implantes na base do cérebro e podem ser captados pelo radar, revelando-os como amigos ou inimigos.

Com informações de Harvard Gazette e International Business Times

Douglas Moura

Fundador do Engenharia Livre, engenheiro civil e programador. Procuro sempre compartilhar as melhores informações do mundo da Engenharia.
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