Climatescope 2016: Brasil é o maior mercado de energia da América Latina Relatório aponta que mesmo com crise, o país ainda está entre os 10 do mundo tratando de energia renovável

A Bloomberg anunciou os resultados do Climatescope 2016, relatório internacional que avalia a atividade de fontes de energia sustentáveis em 58 mercados emergentes. O Brasil é o terceiro da lista, com 2,29 pontos. Em 2015, ficamos em segundo lugar com 2,12 pontos.

Segundo o relatório, o Brasil tem o maior mercado de energia da América Latina, com uma capacidade instalada total de 141GW em 2015. O tamanho do país, recursos abundantes e políticas favoráveis ​​fizeram do Brasil o principal mercado de energia renovável da região e um dos 10 melhores do mundo. Mesmo com os controles do preços da gasolina e a fraca safra de cana-de-açúcar, somos o 2º maior produtor de etanol do mundo, depois dos EUA.

No Brasil, a energia proveniente de projetos eólicos já está par a par com preços no atacado de fontes convencionais. O relatório mostra que o setor de energia limpa já sente o impacto da crise macroeconômica brasileira, tanto que a demanda por energia limpa diminuiu e os custos aumentaram, além de que já é mais difícil obter dinheiro para financiar projetos.

A matriz brasileira ainda depende altamente da energia hidrelétrica (que representou 75-80% nos últimos cinco anos). A seca prolongada chegou a colocar em xeque essa fonte em 2014, e isso fez com que o país investisse em termelétricas e combustível fóssil.

No mercado atacadista de energia, os preços spot médios em 2014 atingiram 642 reais / MWh (273 dólares / MWh), 146% acima da média em 2013.

Duas lições ficaram depois da crise hídrica: necessidade de diversificação e a importância da geração distribuída. Os leilões e a contagem líquida continuarão a ser cruciais para o desenvolvimento do setor de energia no Brasil. Para os próximos anos, se esperam ter incentivos adicionais para impulsionar sistemas renováveis ​​em pequena escala, já que os altos custos e o acesso ao financiamento continuam impedindo a implantação em massa de sistemas fotovoltaicos no Brasil, apesar dos preços mais altos da eletricidade.

A grande produção brasileira de etanol é incentivada pela exigência de mistura de 27,5% de etanol anidro na gasolina convencional. Também é obrigatório no Brasil misturar 8% de biodiesel no diesel convencional. A indústria de biocombustíveis também é apoiada por incentivos fiscais e acesso ao financiamento do BNDES. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social está entre os principais credores globais para a energia limpa, tendo desembolsado 25 bilhões de dólares para projetos de energia renovável (excluindo grandes hidrelétricas) entre 2006 e 2015.

Veja mais detalhes na reportagem original da Bloomberg.

 

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