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Como a tecnologia pode nos ajudar na luta contra o mosquito Aedes Aegypti E como o poder público não a utiliza de forma plena

Nessa época em que vivemos rodeados de equipamentos tecnológicos, nada mais natural do que usar este recurso para aprimorar o relacionamento da população com o poder público, correto? Pois essa é exatamente a proposta do aplicativo Sem Dengue.

O aplicativo serve para que a população possa registrar possíveis focos do mosquito Aedes Aegypti, que como já sabemos, transmite dengue, zika e chikungunya. Até o momento, prefeituras de trinta cidades utilizam o aplicativo para mapear imóveis que podem conter as condições necessárias para o desenvolvimento do mosquito (água parada).

Exemplo de denúncia feita no aplicativo Sem Dengue (Divulgação)
Exemplo de denúncia feita no aplicativo Sem Dengue (Divulgação)

É uma ótima ideia – uma pequena amostra de como a tecnologia pode melhorar a interação da sociedade com o governo – mas até o momento, não há intenção de se utilizar estas informações para erradicar os focos do mosquito. Em São Paulo, por exemplo, a Secretaria Municipal de Saúde informou ao site Outra Cidade que “[o aplicativo] não é um canal para solicitação de serviços ou mesmo vistoria dos possíveis criadouros” e “[os dados do aplicativo] ajudarão a Secretaria no mapeamento já existente e feito com critérios objetivos (número de casos notificados e casos confirmados)”.

Em tempos em que o virtual se mistura com o real, a falta de utilização plena que uma tecnologia pode proporcionar, somente atrasa o desenvolvimento de políticas públicas mais eficientes contra o mosquito Aedes Aegypti. E não só em questões de saúde, mas quantas ideias não permeiam a cabeça de jovens empreendedores e visionários deste nosso país, e que não são aproveitadas por conta deste sistema político engessado e antiquado, incapaz de se adequar rapidamente às mudanças globais?

Com informações de: Outra Cidade

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