Facebook, qual é o seu negócio? Entre chatbots e anúncios pagos, a rede social tem sido um bom ambiente para atrair clientelas

Há tempos que o Facebook não é apenas uma plataforma de encontrar amigos ou divulgar eventos, isso se um dia ele se resumiu a isso. Lá em 2011, quando chegou ao Brasil, ele já era muito diferente de como era em 2004, quando foi criado. Vai dizer que você não passava horas na farmville, e vai acreditar que isso era só um passatempo e nenhuma empresa tinha interesse de venda por trás disso.

O Facebook é aquele lugar que a gente entra por um motivo e sai horas depois sem nem lembrar por onde começou. Não seria o ambiente perfeito pra, no meio do caminho, te oferecerem diversos produtos? Se num supermercado, o chocolate e a revista de fofoca te esperam estratégicamente no caixa, na internet os anúncios já estão dispostos ali nos locais e nas formas que pareçam mais naturais pra você.

Que o facebook permite anúncios, todo mundo já sabe, mas a novidade da vez são os serviços de atendimento automáticos que o Zuckerberg acabou de lançar. Basicamente, as páginas vão poder contar com um serviço de call center.

Os Chatbots oferecem um novo recurso do Messenger que permite que o consumidor converse com um sistema automatizado, assim como aqueles chats onlines que a gente usa no e-commerce.

Segundo a reportagem do techcrunch,  em somente um mês de atividade, quase 5.000 empresas têm usado chatbots para enviar confirmações de pedidos e alertas automáticos através do Messenger. A franquia Call of Duty, por exemplo, está usando o chatbot para enviar mais de seis milhões de mensagens aos seus jogadores.

Mas por enquanto, desenvolver robôs que conversam com você aponto de te convencer a compra um produto não tem sido tão bem sucedido. É o que mostrou o teste de Darren Orf, publicado no GizModo Brasil. Quando pensamos que estamos falando com vendedores de carne e osso, costumamos ser mais informais, e aí o sistema se confunde todo.

Será que é questão de tempo até eles criarem um sistema de diálogo quase humano, ou os call-centers não devem se preocupar com a concorrência?

Uma coisa é certa. Continuamos por aqui fazendo o facebook de brechó, de troca-trecos, de mural pra bandas, loja de um real… E que a tecnologia criada sirva não só pras grandes empresas, mas ajude a gente nos comércios amigos também.

Mariana Caires

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