Reaproveitamento de baterias usadas traz luz para para pessoas carentes Estudo coreano propõe ciclo sustentável para baterias de celular que gera emprego e melhora as condições de vida das pessoas

O protótipo, consistindo de um painel solar e uma lâmpada LED de 12 volts conectada a 3 baterias de um Samsung Galaxy Note 2. Créditos: Diouf/Universidade Kyung Hee

Enquanto o mundo produz cada vez mais celulares descartáveis, ainda há muita gente que vive sem energia elétrica. Mas para o estudante Boucar Diouf da Universidade Kyung Hee, na Coreia do Sul, as desigualdades podem se encontrar e gerar melhorias. Ele propõe uma segunda vida a baterias velhas, diminuindo o lixo e levando luz a comunidades que carecem de energia.

O projeto foi publicado online em abril deste ano e está disponível neste link. Nele, Diouf mostra que a União Europeia tem criado 17 kg de lixo eletrônico por cabeça anualmente, e os mercados de países em desenvolvimento como China e Índia criam 1 kg de lixo eletrônico per capita por ano. Grande parte desse lixo é de celulares móveis, que são descartados graças à multiplicação das operações de telecomunicações.

Celular vai, bateria fica

Diouf mostra como três baterias juntas podem abastecer um painel portátil com lâmpadas de LED de baixo custo. O sistema já existe em diversas formas, mas a novidade é que quando se utiliza a bateria reaproveitada, os custos baixam radicalmente.

O protótipo, consistindo de um painel solar e uma lâmpada LED de 12 volts conectada a 3 baterias de um Samsung Galaxy Note 2. Créditos: Diouf/Universidade Kyung Hee
O protótipo, consistindo de um painel solar e uma lâmpada LED de 12 volts conectada a 3 baterias de um Samsung Galaxy Note 2. Créditos: Diouf/Universidade Kyung Hee

No sistema, uma bateria padrão de 1.000 miliamperes-hora alimentam uma lâmpada LED de 1 watt por cerca de três horas. Se ligado a um painel solar, o sistema dura três anos. Outra opção é acoplar três baterias de 3.100 miliampares-hora em um sistema de 12 volts junto a uma lâmpada de LED de 5 watts e um painel solar pequeno. Esse sistema custa 25 dólares e ilumina uma sala inteira por cerca de 5 horas por noite.

E não para por aí: quando a bateria ‘morre’, pode ser destinada a fábricas que a transformam em novas baterias para outros aparelhos. Dessa forma, cria-se um ciclo sustentável que vai impulsionar um mercado e empregos.

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O sistema abrange recolhimento das baterias usadas, teste e seleção, montagem do sistema, comercialização e instalação. Imagem: reprodução da pesquisa.

Cada bateria reciclada deixa de liberar 130g de CO2 na atmosfera. Em um mundo onde 1,5 bilhão de pessoas ainda vivem sem energia elétrica, os benefícios dessa iluminação sustentável e de baixo custo são enormes.

Mariana Caires

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