Seu próximo carro pode sair de uma impressora 3D Mais barato, com uma fabricação mais rápida e tão fácil de atualizar quantos os apps do seu smartphone

Nós já publicamos diversos artigos sobre impressão 3D aqui no blog. Mas este é um assunto tão vasto e com tantas aplicações que você ainda vai ver muito sobre isso aqui (e o impacto dessa tecnologia em nossas vidas). Bem, você está aqui para saber sobre carros, certo? Então conheça o Blade: de 0 km/h a 96,5 km/h em 2,5 segundos, 700 cavalos de potência (522 kW) e um motor de quatro cilindros turbinado bicombustível (gasolina/gás natural). O Blade se diferencia de outros veículos fabricados por uma impressora 3D por ser, justamente, um super carro esportivo.

Este primeiro modelo foi idealizado por Kevin Czinger, CEO da Divergent Technologies, uma startup automotiva. Segundo Czinger, mesmo optando por um veículo movido a combustíveis fósseis, o veículo fabricado em uma impressora 3D causa apenas um terço do impacto ambiental infligido por um veículo elétrico equivalente. Isso se deve tanto ao método construtivo, peso do veículo (apenas 635 kg) e o baixo consumo de energia utilizado para produzir o carro.

Czinger também frisa que, segundo um estudo publicado em 2009 pela NAS, menos de um terço do impacto ambiental causado pelos automóveis é decorrente do seu uso. O resto vem de seu processo de fabricação, em especial, o impacto causado pela indústria de mineração e refino de metais. Para ele, o caminho a se seguir é claro: O ponto de alavancagem para reduzir drasticamente as emissões de gases de veículos é claramente a manufatura. Precisamos reduzir radicalmente os custos de materiais, de energia e de capital de projetar e construir um carro.

A inovação

O sistema construtivo da Divergent Technologies consiste em construir, em uma impressora 3D, os chamados Nodes (em português: nós) de alumínio, se serão usados para conectar tubos de fibra de carbono, tornando o veículo levíssimos e capaz de ser montado em uma pequena fábrica:

A empresa tem dois objetivos: desmaterializar a produção de veículos, reduzindo a quantidade de material e energia utilizados para construir o veículo e democratizar a construção, tornando o método construtivo tão barato que qualquer startup ao redor do mundo poderá projetar seus veículos inovadores sem ter um investimento inicial enorme, necessário para se produzir carros da maneira tradicional.

Toda a força e proteção oferecida pelos tubos de fibra de carbono, segundo a Divergent, faz com que o exterior do carro possa ser feito de qualquer material, até mesmo papel. Com o apertar de um botão, a mesma máquina poderá produzir tanto um carro esportivo quanto uma minivan.

É claro que ainda é preciso estudar muito as implicações desta tecnologia e se isso é realmente seguro para o consumidor final. Quem sabe em alguns anos, nós teremos pelas ruas kits para montar o seu próprio carro e pequenas fábricas de carrocerias fazendo o design do seu carro único?

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