Sonda Juno chega a Júpiter Lançada em 2011, a sonda enviada pela NASA chega a Júpiter para aumentar nosso conhecimento sobre o maior planeta do sistema solar

Concepção artística da sonda Juno na órbita de Júpiter. Créditos: NASA

Enviada em 5 de agosto de 2011, a sonda espacial Juno chegou ontem à órbita de Júpiter, onde passará os próximos dois anos analisando e coletando dados do gigante gasoso do nosso sistema solar. A partir de uma órbita polar única, a sonda irá mergulhar entre o planeta e seus intensos cinturões de partículas carregadas de radiação, chegando a ficar a 5 mil quilômetros de suas nuvens.

Lançamento da sonda no Cabo Canaveral, em 2011. Créditos: NASA/KSC
Lançamento da sonda no Cabo Canaveral, em 2011. Créditos: NASA/KSC

A missão visa esclarecer o nosso entendimento sobre a formação e a evolução de Júpiter. A sonda irá investigar suas origens, estrutura interior, atmosfera e magnetosfera. Esse estudo também ajudará os pesquisadores a entender a histórias do nosso sistema solar e prover uma nova compreensão de como sistemas solares se formam e se desenvolvem em nossa galáxia e além.

Especificamente, Juno irá:

  • Determinar quanto água existe na atmosfera de Júpiter, o que ajudará a determinar se a teoria da formação do planeta está correta (ou se novas teorias são necessárias);
  • Medir a composição, temperatura, movimento das nuvens e outras propriedades da atmosfera de Júpiter;
  • Mapear os campos magnéticos e gravitacionais de Júpiter;
  • Explorar e estudar a magnetosfera de Júpiter perto dos polos, especialmente as auroras, ajudando a entender como o enorme campo de força magnético do planeta afeta sua atmosfera.

O nome da sonda é inspirado na deusa romana Juno, esposa de Júpiter, que assim como a sonda, podia ver através das nuvens.

Juno possui 3,5 metros de altura e 3,5 metros de diâmetro e cerca de 60 metros quadrados de painéis solares. Veja a comparação do tamanho da sonda com uma quadra de basquete na animação abaixo:

Juno também é a sonda espacial a ir mais longe usando apenas energia solar. Júpiter recebe 25 vezes menos energia solar que a Terra, portanto os painéis solares da sonda precisavam ser muito grandes (com cerca de 50 metros quadrados de área). Eles são capazes de produzir 400 watts de potência, suficiente para operar os equipamentos científicos de Juno e aquecer os equipamentos eletrônicos.

Agora é só esperar pelos resultados. A missão terminará em fevereiro de 2018, quando Juno sairá da órbita de Júpiter e cairá sobre suas densas nuvens, sendo destruída.

Com informações da NASA

Douglas Moura

Fundador do Engenharia Livre, engenheiro civil e programador. Procuro sempre compartilhar as melhores informações do mundo da Engenharia.
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