USP abrirá novo curso de Engenheiro Generalista Com 60 vagas e duração de 4 anos, estudantes terão aulas em português, inglês e francês. O aluno ainda precisará fazer dois anos de especialização na área de interesse

Visando formar engenheiros com uma visão mais ampla da profissão, a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI/USP) promete iniciar, em 2018, um novo curso de Engenharia na cidade de Santos. A nova graduação de Engenheiro Generalista, com duração de quatro anos, será ministrada no Colégio Cesário Bastos, onde atualmente a USP mantém o curso de graduação em Engenharia de Petróleo.

Após o término da graduação, o aluno ainda precisará fazer mais dois anos de especialização na área em que pretende atuar, como Civil, Mecãnica, Ambiental, etc. No momento, as especializações que serão disponibilizadas ainda não foram divulgadas.

José Roberto Castilho Piqueira, diretor da Poli/USP, explica que este curso generalista para engenheiros é completamente novo no Brasil, o que tornará a cidade de Santos a pioneira neste tipo de formação.

“Queremos dar nossa contribuição para a Baixada Santista. Santos e região estão em um grande desenvolvimento tecnológico e vão precisar de engenheiros com ampla formação para que possam progredir. A ideia é expandir, logo o novo conceito estará em todas as escolas”, afirma Piqueira.

O currículo do curso será amplamente detalhado para o CREA-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo). “Vamos conversar porque o Crea não está acostumado com esse padrão de curso”.

Professores estrangeiros e aulas ministradas em português, inglês e francês

A graduação ainda contará com a parceria com o Groupe das Écoles Centrales: um grupo de escolas de Engenharia francesas que propõe a formação de profissionais globalizados, prontos para resolver os problemas da atualidade.

Docentes da USP e do Groupe das Écoles Centrales ministrarão aulas no curso de Engenheiro Generalista, de modo que as aulas serão ministradas em três línguas: português, francês e inglês.

“Isso já é constante na Europa. É uma Engenharia com formação multidisciplinar, não aquela tão especializada. Mesmo porque, Engenharia Civil também requer conhecimentos de mecânica, automação etc”, destaca Piqueira, que ainda frisa que os estudantes terão uma base suficientemente estabelecida para lidar com questões globais. Também serão duplamente diplomados – poderão atuar na Europa.

“Somos parceiros do Groupe desde 2000. São mais de 15 anos de uma relação de colaboração e pesquisa. A Poli já tem mil engenheiros duplamente diplomados, atuando principalmente na Espanha”.

Com informações de A Tribuna

Douglas Moura

Fundador do Engenharia Livre, engenheiro civil e programador. Procuro sempre compartilhar as melhores informações do mundo da Engenharia.
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